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Os cafeicultores da Chapada de Minas, no nordeste do estado de Minas Gerais, alcançaram um marco histórico no dia 24 de fevereiro de 2026. O Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) concedeu à região o registro de Indicação Geográfica (IG), na modalidade Indicação de Procedência.

O selo oficializa a identidade e a qualidade dos grãos produzidos por 5,8 mil cafeicultores mineiros, consolidando o território como um dos polos produtivos mais importantes do país.

A conquista é fruto de um trabalho iniciado em 2018 pelo Instituto do Café da Chapada de Minas (ICCM) em parceria com o Sebrae Minas. A parceria teve como foco o desenvolvimento técnico e gerencial dos produtores, por meio de treinamentos, capacitações, visitas técnicas a feiras e eventos do setor, além de Dias de Campo, que são imersões em propriedades de referência que servem como modelo de boas práticas.

Com o novo registro, o Brasil chega a 156 IGs nacionais, sendo que a Chapada de Minas se torna a oitava região cafeeira de Minas Gerais a obter esse reconhecimento de origem e saber-fazer.

Valorização e desenvolvimento

Para o presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae Minas, Marcelo de Souza e Silva, a IG é uma ferramenta de competitividade. “Além do impacto econômico, ajuda a consolidar a identidade regional e o reconhecimento de mercado nacional e internacional”, destacou.

A presidente do ICCM, Carmem Lídia Junqueira, reforça que o selo coroa anos de dedicação. “A Chapada de Minas é formada majoritariamente por pequenos grandes produtores, que são merecedores da valorização de seu produto e de sua história”, celebrou.